domingo, 14 de outubro de 2007
Luís Filipe Menezes
A mulher que vende poemas (mais uma vez)
sábado, 13 de outubro de 2007
Regresso ao trabalho
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Têm de dar o desconto. Afinal, parece que o autor deste blog está ou esteve apaixonado
domingo, 7 de outubro de 2007
O pensamento piegas da semana
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
O Dia da Implantação da República
domingo, 30 de setembro de 2007
A velha que anda sempre com um gato preto às costas
sábado, 29 de setembro de 2007
Directas no PSD
E por falar em Santana Lopes, parece que a aplicação dos mind games de Mourinho à política podem trazer resultados positivos. Mas o antigo primeiro-ministro falhou no timing. Fossem as directas daqui a dois meses e Santana regressaria em grande. Talvez com Mourinho como presidente do partido houvesse oposição e Sócrates tivesse de começar a mostrar resultados para apresentar em 2009.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
O Mito de Sísifo
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
O dia em que o tempo tirou férias
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Fundamentação da Merdafísica dos Costumes
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Outra vez a mulher que vende poemas
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Crónicas Insanas I
domingo, 19 de agosto de 2007
Uma questão ocular
A cara enrugada pelo tempo,
A pele ressequida pela erosão das horas.
Olhas a vida,
Sabes que a existência
Será sempre o que foi.
Olhas a tua mulher,
Recordas-te tenuemente dos laivos de paixão
Que te invadiram nos teus tempos de juventude.
Olhas para dentro de ti,
Para além das tuas entranhas
E o que vês?
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Apontamentos sobre a Igreja Global da Democracia de Deus, a nova seita da moda
domingo, 12 de agosto de 2007
Retratos de vidas impossíveis de retratar III (conclusão)
Retratos de vidas impossíveis de retratar II
– Diz…
– Estás a ver as pedras dos passeios?
– Sim…
– Aquelas brancas e pretas…
– As brancas sei, as outras não são bem pretas, são mais azuis escuras…
– Preto ou azul-escuro tanto faz, o que importa é que umas são claras e outras escuras, o fundamental é o contraste, nada mais…
– Está bem…
– Quando andares nos passeios nunca pises as pedras pretas…
– Porquê?
– MIIIIIIIIIIIIINA!!!!
– Aquilo houve gajos que vieram de lá completamente doidos e que fugiram, mas eu nunca fugi…
– Acho que precisas de te tratar…
– De me tratar eu? EU... EU... Nem pensar. Eu não preciso de me tratar, também nunca precisei de fugir ouviste?
– As pedras escuras da calçada não são minas…
– Ai isso é que são… são… eu sei que são… a minha filha… morreu assim… pisou uma pedra dessas…
– Não, não pisou…
– Mas tu nem conheceste a minha filha?
– Infelizmente conheço…
– Também me saíste cá um badameco… conheceste a minha filha e dizes infelizmente?
– Fui eu que a matei… atropelei-a…
– Atropelaste agora… ela pisou uma pedra e explodiu…
– Atropelei-a… já te disse… não adianta fugires às coisas…
– Eu nunca fujo a nada, ouviste? Atropelaste a minha filha? Se dizes que sim eu não fujo a isso, mas eu sei que ela pisou uma pedra preta da calçada e que morreu… achas que eu acredito que o melhor amigo da minha infância a atropelou? Pelo Amor de Deus!!
– Mas eu atropelei-a…
– Pagas tu a conta, não pagas? Afinal não foste à guerra…
– Vais-te embora?
– Sim…
– Mas eu estou a dizer-te que atropelei a tua filha…
– Já te disse que ela pisou uma pedra da calçada… Porta-te bem maçarico…
– Eh pá… não fujas…
– Já te disse que nunca fugi e não era agora que o iria fazer…
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Sensibilidades
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
A Assembleia Geral do BCP
terça-feira, 31 de julho de 2007
Retratos de vidas impossíveis de retratar
– Pudera…
– Quando passa um avião o gajo foge de casa a gritar que lhe estão a roubar as telhas…
– A mim o quê?
– Aquilo não te fez impressão?
– Eh pá, claro que fez… Há coisas que fiz que nunca contei à minha mulher… Há coisas que ainda hoje sonho com elas… mas é a vida… o que vale é que nunca fugi, ouviste bem? Nunca fugi…
– Chegaste a matar alguém?
– Merda de pergunta… se um gajo vai à guerra tem de matar…
– Remorsos? Eu… que nunca fugi? Há lá agora espaço para remorsos…
– Mas eu sinto…
– Bem me parecia… sentes remorsos por não ter ido à guerra?
– Não…
– Então?
– Matei uma mulher…
– Deixa lá isso, se soubesses as que matei só por não quererem ir para a cama comigo…
– A sério??!!
– Claro que não… estava só a brincar
– Mas mataste gente?
– Já te disse que sim... Muita… Houve uma vez que nos mandaram enterrar pessoas de uma aldeia até ao pescoço e os oficiais começaram a fazer pontaria às cabeças rentes ao chão com pedras e passaram-lhes com os jipes por cima… julgas que isto sai da cabeça de um gajo? Julgas que não choro? Às vezes choro mas nunca fugi… quero que saibas que nunca fugi…
– Sim… já sei que nunca fugiste… Mas eu não consigo viver com a morte de alguém na minha consciência…
– Mas mataste de propósito?
– Não… ia a conduzir e atropelei uma mulher… ofusquei-me com a luz do sol e atropelei-a… não me recordo muito bem desse momento, só me lembro de um fino fio de sangue escorrer-lhe pelo lado direito da boca…
– Já pensaste que se calhar não tiveste culpa?
– Não importa… a morte daquela mulher não me deixa dormir… o sentimento de culpa é tanto que parece que o mundo vai acabar…
sábado, 28 de julho de 2007
Eu comi a tua gaja... lol

Sempre existiu aquilo a que alguns chamam de "muletas" na linguagem. Com a democratização da comunicação multimédia apareceram inúmeras dessas "muletas" nesse contexto linguístico, sendo que, na minha humilde opinião, o "lol" é a mais engraçada de todas. Primeiro, porque o "lol" se utiliza quando as coisas aparentam ter piada. E em segundo, o "lol" pode safar-nos de todas as complicações comunicativas que aparecem via internet.
Assim, podemos dizer a maior barbaridade que se a seguir digitarmos as três letrinhas mágicas (e não estou a falar da palavra mãe) a barbaridade passa a graçola e é perdoada. Por outro lado, a dimensão comunicativa da internet não permite ter uma percepção real da reacção dos nossos interlocutores. Não sabemos se estão a achar piada ou se estão a ficar chateados com a conversa, daí que, pelo sim pelo não, convém utilizar compulsivamente o "lol".