quinta-feira, 28 de agosto de 2008

De senectute

Dois velhos na rua. Ela caminha normalmente e ele, agarrado a uma bengala, caminha com dificuldade. Ela acelera. Deixa-o para trás. Olha para ele, qual adolescente a fazer aquele sorriso maroto de quem vive o primeiro amor: “Não me apanhas!”

10 comentários:

aprendiz disse...

tive alguma inveja de viver essa imagem, confesso.

Expresso do Oriente disse...

que bonita imagem...
gosto de pensar que o amor existe assim, para toda a vida.

Miss Pu disse...

Bom blog. Óptima escrita.
Voltarei.

Henrik disse...

Ela estuga o passo, não nota as falhas no pavimento, tropeça e cai. Ele, a seu passo lento, aproxima-se e diz «bem que te avisei».
P.S. Nem sempre o que vemos tem o resultado que nossa mente crê.

Henrik disse...

És sempre bem-vindo RB. Embriagado ou não. O prazer que retiras do meu pequeno canto é directamente proporcional ao que retiro sempre que te leio.
Abraço.

mdsol disse...

Eu acho a "história" completamente terna. Isso é AMOR a sério...
Gostei

:))

Vieira Calado disse...

Coisas do PDI...
Um abraço

Henrik disse...

(antes de mais é apenas uma observação) e o que é amor 'a sério'? e o que não é 'amor a sério'? mas se não é 'amor a sério pode ser amor, mdsol?

mdsol disse...

henrik
Tem razão. Ou é ou não é. Quis reforçar! (nem sempre se é muito feliz com os reforços!)
Gostei da visita!
:))

Gasolina disse...

ehehehe, terno e mauzinho, docemente.

Mas estou certa que ela volta atrás, dá-lhe o braço e espicaça a calçada na ponta da bengala que passou agora para a mão dela...